GARANTIR
que toda a rapariga se sinta segura na escola ainda está longe de se
concretizar a olhar para o número de alunas vítimas de assédio e abuso
sexual protagonizado por colegas ou professores, incluindo membros de
direcção dos estabelecimentos de ensino. Algumas meninas chegam mesmo a
engravidar, colocando o seu futuro em risco.
O
caso mais recente de que o Notícias teve conhecimento registou-se na
Escola Secundária da Namaacha, província de Maputo, onde o respectivo
director é acusado de assediar sexualmente alunas da instituição. Mas
não é apenas o director que é suspeito desta prática. Há informações da
existência de uma lista, contendo nomes de professores acusados pelo
mesmo acto. O documento em causa estaria na posse da Direcção Provincial
de Educação de Maputo, que entretanto não confirma a informação.
Para
lograr os seus intentos, segundo dados em nosso poder, o director da
escola, cujo nome omitimos, convidava as raparigas, de idade
compreendida entre 18 e os 20 anos, para o seu gabinete e obrigava-as a
assistir conteúdos pornográficos no seu computador.
Este
assunto, que já é do conhecimento do governo local, está a preocupar os
alunos, pois trata-se de um caso que envolve o director, do qual
esperavam um comportamento exemplar.
Na
Escola Secundária da Namaacha, a nossa Reportagem conversou com alguns
alunos e professores, a maioria indicados pela direcção da escola, neste
momento sob gestão interina. Quase todos mostram-se tímidos em falar do
assunto. Contudo, alguns educandos confirmaram a existência de
professores que têm assediado sexualmente as suas alunas.
“As
minhas colegas queixam-se de alguns professores que as têm assediado.
Mas sobre o director não sei de nada”, disse uma aluna da 10.ª classe.
Os
professores, por sua vez, alegam que em nenhum momento se terião
apercebido que o director convidava algumas alunas para assistir a
conteúdos pornográficos. Dizem também que nunca tinham recebido queixa
por parte de alunas, dando conta de estarem a ser vítimas de assédio
sexual, protagonizado quer pelo director, quer pelos professores.
“Ficamos perplexos quando tomamos conhecimento da acusação”, disse um professor.
Ao que tudo indica, o director é funcionário do Sector da Educação há muitos anos e já está quase a ir à aposentação.
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