Amanhã,
21 de Agosto, a chamada capital do norte de Moçambique, a cidade de
Nampula, completa 58 anos desde que, em pleno período colonial, um
decreto a fez deixar de ser vila.
Anualmente,
quando a efeméride é celebrada, várias actividades culturais e
recreativas têm sido organizadas para deleitar os seus citadinos.
Ora,
a festa de Nampula em Nampula parece ser selectiva, porque nem todos os
nampulenses podem participar por, por exemplo, terem emigrado. É o caso
de muitos integrantes da comunidade nampulense na cidade de Maputo, que
se vão juntar no sábado no Indy Village para uma confraternização
justamente para celebrar o aniversário da terceira maior cidade de
Moçambique.
A
iniciativa é de um grupo de jovens nampulenses residentes na capital do
país, que pretendem desta forma juntar conterrâneos e amigos para uma
confraternização que terá como prato forte a música e a gastronomia da
província de Nampula. Egídio Canuma, um dos mentores da iniciativa,
disse ao “Notícias” que a confraternização é extensiva não só aos
naturais mas também aos amigos de Nampula.
“Queremos
nos encontrar para matar saudades de casa e da nossa cultura, que
inclui a música e outros sabores. Alguns artistas nampulenses radicados
em Maputo ou no estrangeiro vão encarregar-se de partilhar com os
presentes o seu talento musical. Podemos citar os casos de Ali Faque,
Zena Bacar, Ximene Zivava, Nilos e ainda o grande Gimo Remane, que
reside na Dinamarca”, revelou Canuma, que anunciou ainda o provimento de
vários pratos típicos de Nampula, preparados por mulheres conhecedoras,
a partir do leito familiar, da gastronomia daquele ponto do país.
“Há
muito que por diversas agendas não nos encontramos. Em alguns casos as
pessoas desde que saíram da terra nunca chegaram a ter uma oportunidade
de lá voltarem e/ou mesmo aqui não convivem muito com os seus
conterrâneos. É por isso que esta iniciativa é uma ocasião soberba para
se voltarem a juntar para matar saudades ou mesmo alimentar a nostalgia
de casa”, apontou o nosso informador, que afirma esperar “uma grande
festa” e que esta seja uma primeira de várias iniciativas para evocar a
sua terra-mãe.

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