SERÃO
necessários seis meses para controlar a actual epidemia de ébola que
atinge a África Ocidental, disse ontem a chefe da organização Médicos
Sem Fronteiras (MSF), Joanne Liu.
“Se
nós não estabilizarmos a Libéria, nós nunca vamos estabilizar a
região”, disse, segundo a AFP, Liu após uma viagem de dez dias à região.
“Nos
próximos seis meses, devemos conseguir controlar a epidemia, essa é a
minha impressão”, afirmou, acrescentando que mais especialistas são
necessários nos locais atingidos.
Segundo
a chefe da MSF, a crise provocada pela febre hemorrágica do Ébola
supera a capacidade das organizações de ajuda para conter a epidemia,
por isso o trabalho requer uma grande liderança da Organização Mundial
da Saúde (OMS).
“Está
deteriorando rápido, espalhando mais rápido que nossa capacidade de
enfrentar. Como em tempo de guerra, temos uma falha total das
infra-estruturas”, disse.
Entretanto,
funcionários da OMS que trabalham no combate ao surto de ébola na
África Ocidental têm evidências de que o número de casos e mortes
registados “subestima imensamente a magnitude do surto”.
O
mais recente número de mortos do pior surto de ébola da história está
em 1.069, divulgado na quarta-feira (13), com 1.975 casos confirmados,
prováveis e suspeitos, de acordo com a agência. A grande maioria foi
registada na Guiné Conacry, Serra Leoa e Libéria, e ainda a Nigéria com
quatro mortes.
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